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18/11/2021

5 dicas criando User Story Mapping para produtos digitais

Autor:
João Germano


Eficácia: essa é a palavra chave quando queremos lançar um produto de sucesso. Ou seja, um produto que faça certo o que se propõe a fazer, e para isso é necessário entender exatamente o que deve ser feito em conjunto com todas as partes envolvidas.

No desenvolvimento de software, depois de ideias definidas, o idealizador tem nas mãos noções de diversas funcionalidades que ele acredita serem essenciais para o produto. No entanto, não são somente essas funcionalidades que geram um resultado de sucesso. É necessário entregar valor para quem o utiliza. É aí que nasce a importância de estar por dentro das dores do usuário final, como ele utiliza o software, quais os fluxos e qual o mínimo que pode ser feito para entregar esse valor (MVP).

Mas como fazer esse mapeamento? A resposta está aqui: User Story Mapping. Continue acompanhando e entenda como ele funciona e ainda confira 5 dicas para criar uma História de Usuário de sucesso.


O que é User Story Mapping?

Inventada no final da década de 80, Story Mapping é uma técnica que coloca o usuário como centro do estudo para entender o produto, a partir de estórias. Com isso, entendemos melhor qual será a experiência dele com o software, como ele de fato irá utilizar e quais fluxos fará.

Essas histórias são pequenas e simples descrições de alguma funcionalidade a partir da perspectiva do usuário ou cliente. Lembrando ainda que esse usuário não é um só: existem administradores, equipe de operações, etc, além do usuário final a quem se destina o software. E é por isso que o Story Mapping não é estático, sendo necessário vários mapas para transmitir o entendimento de forma simples e ágil. Para que a dinâmica funcione, é importante que todos participem na hora de montar as histórias. É sobre ter uma boa e velha conversa e organizar isso em forma de mapa. Logo, somente em conjunto é que se criam mapas capazes de entregar um bom entendimento sobre o produto.

Por fim, o Story Mapping são listas dessas histórias dos usuários, geralmente representadas de maneira informal e identificando uma funcionalidade. Assim, se for bem feita, ela deve agregar ao projeto e é capaz de aproximar as necessidades reais do cliente.


Por que aplicar User Story Mapping?

Entender o que usuário deseja através de pesquisas e documentações formais geralmente resulta em produtos ruins. Mais importante que as funcionalidades, são os objetivos alcançados e como ele melhora a vida das pessoas.

Um bom User Story Mapping é capaz de solucionar esse problema ao gerar uma visão dinâmica que encontra com precisão as vontades do usuário final.

Além disso, diferentes áreas de atuação em uma equipe podem interpretar com mais facilidade, encontrando novas soluções para o mesmo assunto. 

5 dicas para criar User Story Mapping para produtos digitais

Agora que você já entende melhor o que é User Story Mapping, nós vamos te dar algumas dicas para criar boas histórias, capazes de ajudar a entregar um software, site ou outros produtos digitais excelentes.


1. Método INVEST

Um bom e validado Story Mapping deve ser feito seguindo o método INVEST, que é uma sigla das principais características que uma boa história deve ter. São elas:


  • I: Independent (Independente)
    As histórias de usuários devem ser independentes umas das outras. Assim, uma será capaz de complementar a outra, que compartilham da mesma infraestrutura, encontrando soluções para as diferentes dores dos usuários.

  • N: Negotiable (Negociável)
    Embora as histórias possam trazer diversos insights, elas ainda são apenas desejos do consumidor. Logo, elas devem ser dinâmicas e negociáveis.

  • V: Valuable (Valiosa)
    É crucial que o desenvolvedor consiga priorizar o software. Ou seja, toda história deve representar valor de negócio.

  • E: Estimable (Estimável)
    Para que a metodologia seja ágil, o sprint deve resultar em soluções práticas. Para isso, as histórias devem ser estimáveis, ou seja, que os desenvolvedores consigam compreender o seu funcionamento.

  • S: Small (Pequena)
    Deve ser pequena e objetiva, evitando incertezas.

  • T: Testable (Testável)
    Os critérios da história devem permitir serem testadas para chegar a uma validação. Ou seja, devem ter dados concretos que tornem os testes possíveis.


2. O foco é no usuário final!

Como o nome já diz, a história é centrada no usuário ou cliente final. Logo, o foco deve estar no que o seu cliente deseja e não no público que você acredita que tenha.

Então conheça bem seu consumidor para que suas histórias sejam de valor. Faça pesquisas e trace personas específicas.


3. Personas são um ótimo ponto de partida

Se o cliente final é a prioridade, as personas são o ponto de partida para criar suas histórias com fidelidade aos desejos do cliente.

Personas são perfis que representam o seu usuário final, ou seja, você irá criar personagens com as mesmas características e, a partir dessas definições, poderá levantar seus desejos.

É recomendado que exista mais de uma persona para se adequar aos diferentes tipos de usuário final. Depois de criados, combine cada um a story-mappings diferentes.


4. Informalidade é a chave

Ao contrário das documentações de todo o projeto, o Story Mapping é informal. Elas servem apenas para representar as vontades do seu usuário e não devem ser um relatório perfeito.

O ideal é que se pareçam com conversas comuns, que podem mudar ao longo do desenvolvimento.


5. Cada passo deve ser escrito

É importante se atentar a cada pequena tarefa ao escrever um bom User Story Mapping. Ou seja, toda frase, por mais curta que seja, deve ser anotada descrevendo um comportamento do usuário. Essas pequenas tarefas serão o ponto de partida para o resultado final. Escreva-os em post-its e vá organizando até formar linhas de rotina completas.

Seguindo um bom User Story Mapping, com certeza você e sua equipe encontrarão as melhores soluções. Na Obra, por exemplo, nós o utilizamos para entregar ainda mais valor ao negócio de nossos clientes, frequentemente utilizando em projetos complexos que necessitam do mapeamento de comportamento de usuários.


Leia também: ICP: o que é e quais são os benefícios para as empresas?

Sobre o Autor

João é Gerente de Projetos, gerenciando a garantindo a rotina de nosso time e dos projetos na Obra.

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